O Mal nosso de cada dia
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O Mal Nosso de Cada Dia | Resenha

17 de novembro de 2020

Resenha do livro O Mal Nosso de Cada Dia, escrito por Donald Ray Pollock e foi o livro que eu origem a adaptação lançada pela Netflix em setembro desse ano, intitulado de: O Diabo de Cada dia. A adaptação conta em seu elenco com Robert Pattinson ( Crepúsculo ), Tom Holland (Homem-Aranha) e  Sebastian Stan (Capitão América: Guerra Civil).

O Mal Nosso de Cada Dia foi lançado pela editora Darkside Books, o livro vai contar diversas histórias paralelas, após a segunda guerra mundial sobre alguns habitantes de uma cidadezinha pequena no interior de Ohio, chamada de Knockemstiff.

Um livro cheio de sangue, vingança, tristeza, dor e que pode ser muito bem comparado com a nossa realidade, mostrando como a sociedade é e como as coisas vão acontecendo como um ciclo.  É impactante e viciante.

Se você tem dificuldade em assimilar vários personagens em um livro, é bom já deixar um post-it preparado para anotar os nomes e quem é quem dentro do enredo.  Como os personagens são muito bem caracterizados, fica fácil identificar de quem é a narrativa nos capítulos.

o mal nosso de cada dia

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O Mal nosso de cada dia nos apresenta Arvin, um menino que cresceu um lugar isolado, junto com seus pais.  Arvin, vive algumas situações extremamente perturbadoras ao lado de seu pai, que o ensina sempre a fazer o que ele faz e a saber esperar o momento certo para fazer.  Ele assiste seu pai se entregar a um extremismo religioso por conta da doença que assola sua mãe, e após a morte da mesma o seu pai comete suicídio.

Arvin se torna adolescente, e os ensinamentos que seu pai deixou, moldou toda a personalidade dele, ele espera o momento certo para se vingar de quem possa ter feito algum mal, tanto a ele quanto a quem ele ama.

Além de Arvin, acompanhamos diversos outros personagens como; um casal que vive pela estrada em busca de “modelos” que ficariam perfeitos em suas fotos perturbadoras. Temos também um pastor pervertido, abusivo e que usa o nome de Deus para conseguir o que quer e sair impune das situações.  E assim o livro vai nos mostrando o mal de uma forma simples e comum, presente no dia a dia e guiando as escolhas.

Os personagens são construídos de uma maneira magnifica, e essa construção se reflete muito na forma como você vê os personagens, se apegando ou não a eles e a maneira como eles vão vivendo. Os capítulos vão intercalando entre os personagens, alguns capítulos são bem curtos.

A história vai fluindo de uma maneira muito natural no livro, e enquanto você vai lendo você tem a certeza que a única coisa em comum entre os personagens do livro é a sua cidade, porém com o decorrer do enredo, os personagem acabam um adentrando a história do outro e isso acontece de uma maneira magnifica. Assim, também o “Mal” presente na história, ele é algo natural para a maioria dos personagem, é assustador como alguns lidam com isso.

É um livro tenso, perturbador, cheio de comportamentos racistas, homofobicos, além de ter momentos extremamente abusivos e agressivos. Em momento nenhum do livro, eu senti que o autor estava romantizando nenhum desses temas, mas sim fazendo uma critica real a sociedade.

O Mal nosso de cada dia, conta com uma adaptação que super complementa a história! O filme adaptado pela Netflix, com o título O diabo de cada dia, é tão incrível quanto o livro, pois a adaptação conseguiu captar bem os pontos principais do livro, sendo uma história coesa e fluída.

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  1. Estou lendo pouco ultimamente, devido ao trabalho.Desconhecia esse livro mas sua resenha me atiçou a curiosidade.Paresse bem interessante e claro irei tentar ver pelo menos no Netflix.Obrigada pela dica,bjus.

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